quinta-feira, 30 de junho de 2011

Motivados

       Há toda a vantagem em escolher para cada disciplina os colegas mais interessados na máteria, o que implica a hipótese de mudar de grupo em trabalhos de disciplinas diferentes. A companhia ideal para um trabalho de Matemática pode ser apenas sofrivel para um trabalho de Português.
       A companhia dos melhores alunos é estimulante, porque oferece um bom exemplo a seguir. Ao lado de colegas motivados, descobrem-se novos motivos de interesse. A companhia dos bons faz-nos desejar ser malhores.
       Para que os alunos fracos não fiquem sempre com outros fracos, é de louvar que os melhores alunos tomem a iniciativa de se unirem aos colegas que mais precisam de ajuda. Fica bem a um bom aluno esse gesto de simpatia e solidariedade.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Amigos

      Quando a seleção depende, em exclusivo, do próprio estudante, a tendência natural é deixar-se atrair pelos amigos. Uma pessoa sente-se melhor e colabora mais espontaneamente na companhia daqueles de quem gosta.
       Mas serão os amigos a melhor escolha? Os bons amigos da brincadeira, do convivio ou do desporto farão mais e melhor o trabalho? Nem sempre assim acontece, como sabemos. Deste modo, escolher colegas de grupo, com base apenas no critério de amizade, pode ser prejudicial.
       Antes de selecionar um amigo, impõem-se a resposta honesta a perguntas como estas: será ele estimulado ou paralizante? Sera´ele um apoio ou um empecilho? Com ele, vou subir ou descer de nivel? O seu objetivo será ter um grupo para trabalhar ou para conviver? Ele quer trabalhar comigo ou quer que eu faça o trabalho dele?
        As respostas a estas perguntas não implicam pôr de parte os amigos sobretudo se eles precisam de ajuda. É uma virtude ser-se generoso e estar-se disponivel para ajudar os outros. Porém, é necessário ponderar as opções, para que não haja surpresas desgradáveis.
        Na realização de um trabalho sério, os melhores aliados são os colegas motivados e reponsáveis.
A escolha dos Colegas

        O trabalho em grupo, dentro ou fora da aula, pode fornecer melhor rendimento intelectual e é um valioso contributo para a formação da personalidade. Nesse sentido, e apesar das dificuldades, continua a ser uma necessidade, mais do que moda ou mania de certas pessoas.
        Queixam-se alguns estudantes de que as nossas escolas superlotadas não oferecem espaços para trabalhar em grupo, fora das aulas. Queixam-se ainda de que curriculos e horários desiquilibrados lhes roubam disponibilidade para esse tipo de trabalho. Têm razão.São dois fatos indesmentiveis que tornam a cooperação dificil, embora não impossivel.
        A aprendizagem exige muito esforço individual e solitério. Mas há momentos em que o estudante gamha mais se cooperar com amigos motivados e responsáveis.
        Estudo individual e trabalho em grupo não se excluem. São complementares.
        A primeira condição para ter sucesso no trabalho em grupo é a escolha adequada dos colegas que vão integrar a equipe.
        Há ocasiões em que é o professor que agrupa os estudantes e lhes dá todas as indicações sobre os objetivos e a metodologia do trabalho. Porém, muitos professores limitam-se a propor os temas e deixam liberdade para a escolha dos elementos do grupo. São os alunos que se auto-selecionam e autodirigem, embora possam contar com o conselho do professor.
         O tamanho do grupo depende do tipo de trabalho e dos objetivos a atingir. O grupo deve ser suficiente numeroso para assegurar a realização das tarefas. Em todo o caso, esse número não deverá ultrapassar as cinco pessoas, a fim de permitir a participação ativa de todos nas discussões e decisões. Há quem indique o número três como ideal para a mioria dos trabalhos escolares.
          Não é tanto o número de elementos do grupo que está em causa. O que está em causa é, acima de tudo, o perfil das pessoas a selecionar. Sabe-se que, no grupo,as pessoas exercem influência reciproca. Assim, quanto melhor for o grupo, mais benéfica será a sua influência sobre o comportamento individual.